Realizou-se ontem mais uma Assembleia Geral do Leça FC com a presença de 50 associados.
A Comissão Administrativa informou os associados que angariou apenas 3000 euros nos últimos 15 dias. Dadas as dificuldades existentes a CA julga que o único caminho do Leça FC passa por efectuar o acordo de cedência dos direitos de superfície do posto de abastecimento e com o valor angariado entregar o montante da 1ª tranche (uma divisão de um contrato em séries) às finanças e eventualmente as finanças desbloqueiem as penhoras do Leça FC. A CA informou que as edilidades locais (Junta e Câmara) não estão de acordo com este novo processo.
O associado Aires Barros, defendeu que o novo rumo traçado pela CA é o destruir de 3 anos de uma estratégia (adesão ao PEC - IAPMEI) com os parceiros que sempre estiveram a liderar este processo (Câmara e Junta de Freguesia) que iria resolver o problema estrutural do LEÇA FC (Divída ao BPN, Fisco e Segurança Social) e que se está a misturar problemas de gestão corrente com a questão estrutural do clube. O associado perguntou qual foi a resposta em concreto da Câmara Municipal de Matosinhos e da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira mas não obteve resposta. Além disso perguntou que garantias é que tinha a CA que as finanças aceitavam esse montante da 1ª tranche e que desbloqueavam imediatamente as penhoras do Leça FC mas também não obteve resposta. De seguida dois associados criticaram a Câmara Municipal de Matosinhos e a Junta de Freguesia pela falta de apoio financeiro (desconhecendo talvez que legalmente as edilidades estão impedidas de atribuir qualquer verba ao Leça FC fruto da dívida ao fisco).
O elemento da CA, José Biscaia, referiu que faltam quase 40.000 euros para solucionar o problema imediato e que por isso a solução da CEPSA é o único caminho. No entanto, se o Leça FC conseguir arranjar a verba até 20 Julho poderemos voltar novamente à opção do PEC - IAPMEI). O associado Aires Barros, novamente referiu que se estava misturar coisas distintas e que estaríamos a criar conflitos estéreis com os parceiros estratégicos (Câmara e Junta) da solução trabalhada durante 3 anos e que o Leça FC estava a isolar-se por completo. Aires Barros foi alvo de injúrias por parte de outros associados enquanto manifestava as suas opiniões, optando este associado por terminar a sua intervenção imediatamente.
Por proposta do Presidente da Mesa da Assembleia, Paiva Leitão, a CA terá de arranjar um documento a ser apresentado aos sócios, onde estarão contidas as vantagens e desvantagens da proposta da CA sobre o destino do dinheiro proveniente do acordo com a CEPSA para ser aprovada pelos sócios.
Relativamente ao 2º ponto da ordem de trabalhos, dado que não houve listas apresentadas para tomar conta dos destinos do Leça FC, a CA aceitou ficar mais 15 dias a gerir os destinos do clube.
Assim sendo, ficou marcada nova Assembleia Geral para dia 16 de Julho.